cada um elege e assume uns vícios
pra ser mais mortal, seguindo a trilha do desafino
subindo a estradinha de tijolo, preta.
chegamos no fim, que é sempre começo
e nunca, também
pois nada há que seja findo na vida
a não ser que se chame morte
maquinamos, fervilhamente
dúvidas, quanto mais te alimento!
existe à medida que em ti creio.
e vida tem direção, ou sentindo
com sorte os dois.
que medinho!
olhei pra fundo no abismo
e vi o olho do abismo, de volta
quarta-feira, agosto 10
quinta-feira, maio 26
Oração de nosso tempo
Corpos fechados a todos os contatos vivos
Presos em prisões ornadas de tecidos
Os libertos estão presos
Os presos estão livres
Gerir o toque e a sensação
sensualizar toda ação
Com os dentes rasge os panos
Rompa a casa de cada botão
Toque a pele, beije o seio
Chupe, sugue toda secreção
Tu que és preso
tu que és livre
tu que te soltaste
tu que te prendeste
O gozo, e só o prazer
será seu alimento
Goze no mundo a todo momento.
Presos em prisões ornadas de tecidos
Os libertos estão presos
Os presos estão livres
Gerir o toque e a sensação
sensualizar toda ação
Com os dentes rasge os panos
Rompa a casa de cada botão
Toque a pele, beije o seio
Chupe, sugue toda secreção
Tu que és preso
tu que és livre
tu que te soltaste
tu que te prendeste
O gozo, e só o prazer
será seu alimento
Goze no mundo a todo momento.
quinta-feira, abril 7
Quem que ser poeta?
Tu poeta que se promete;
Que tira tudo d'um verso;
Que soma e entra em coma;
Que joga o próprio corpo;
Na batedeira do universo;
O poeta é a britadeira do uni/verso;
O verso é a birita do poeta;
Que dar mais ressaca que andar de bicicleta.
Que tira tudo d'um verso;
Que soma e entra em coma;
Que joga o próprio corpo;
Na batedeira do universo;
O poeta é a britadeira do uni/verso;
O verso é a birita do poeta;
Que dar mais ressaca que andar de bicicleta.
quarta-feira, abril 6
Ars Longa. Vita Brevis.
a beleza real vem das coisas que simplesmente são
sem pretendências
Destilar a beleza mais pura das mãos é trabalho do artista
. sincero
perseguir um momento especial esculpido no tempo é sua maldição.
um mascarado fugaz, sempre sempre fazendo esvoaçar sua capa de fumaça
babando peçanha aos quatro ventos
-> Por ser areia que se leva com o vento,
o cigano torna-se uma forma informe,
soterrado dentro da ampulheta de suas vidas
Desejo, Luxúria e Graça lhaçoitam,
tamborilando os dedos em sua redoma de vidro
sem pretendências
Destilar a beleza mais pura das mãos é trabalho do artista
. sincero
perseguir um momento especial esculpido no tempo é sua maldição.
um mascarado fugaz, sempre sempre fazendo esvoaçar sua capa de fumaça
babando peçanha aos quatro ventos
-> Por ser areia que se leva com o vento,
o cigano torna-se uma forma informe,
soterrado dentro da ampulheta de suas vidas
Desejo, Luxúria e Graça lhaçoitam,
tamborilando os dedos em sua redoma de vidro
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