quinta-feira, abril 7

a inexistência é fácil
o nada vadio de noites chuvosas
e o rio negro que corre no fundo depois do bueiro
estou quieta como uma xícara
não espero mais

Quem que ser poeta?

Tu poeta que se promete;
Que tira tudo d'um verso;
Que soma e entra em coma;
Que joga o próprio corpo;
Na batedeira do universo;
O poeta é a britadeira do uni/verso;
O verso é a birita do poeta;
Que dar mais ressaca que andar de bicicleta.

quarta-feira, abril 6

Desabafo de quem não conhece a cidade luz.

Puta que Paris!

Ars Longa. Vita Brevis.

a beleza real vem das coisas que simplesmente são
sem pretendências
Destilar a beleza mais pura das mãos é trabalho do artista
. sincero
perseguir um momento especial esculpido no tempo é sua maldição.
um mascarado fugaz, sempre sempre fazendo esvoaçar sua capa de fumaça
babando peçanha aos quatro ventos
-> Por ser areia que se leva com o vento,
o cigano torna-se uma forma informe,
soterrado dentro da ampulheta de suas vidas
Desejo, Luxúria e Graça lhaçoitam,
tamborilando os dedos em sua redoma de vidro